Produção da indústria cai 1,8% em junho, aponta IBGE
A produção industrial recuou 1,8% em junho, na comparação com maio, segundo o IBGE. É a segunda queda consecutiva do indicador, que já havia caído 0,9% no mês anterior. Saiba quais setores puxaram o resultado.
Rodrigo Vianna · Analista de mercado de trabalho global · 04 de agosto de 2026 · 2 min Produção da indústria brasileira cai 1,8% de maio para junho
A produção da indústria brasileira caiu 1,8% em junho, na comparação com o mês anterior, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a segunda queda consecutiva do indicador, que já havia recuado 0,9% de abril para maio. Com o resultado, a indústria acumula alta de 1,5% no ano e de 0,7% em 12 meses.
Na média móvel trimestral, houve queda de 0,5%. Já na comparação com junho do ano passado, a produção industrial cresceu 1,7%. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-BR), divulgada nesta terça-feira (4) pelo instituto.
Queda acumulada elimina parte do ganho do ano
A perda acumulada de 2,7% nos dois meses consecutivos de queda eliminou parte do ganho de 4,4% registrado nos quatro primeiros meses de 2026. A leitura é do gerente da PIM-BR, André Macedo, que destaca o efeito da reversão no acumulado do ano.
Setores que puxaram a queda em junho
Dos 25 ramos industriais pesquisados, 16 apresentaram queda na produção de maio para junho. O destaque negativo foi a atividade de coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis, com recuo de 5,9%.
Também caíram com força os segmentos de:
- Produtos farmoquímicos e farmacêuticos: -11%
- Confecção de artigos do vestuário e acessórios: -11%
- Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos: -8,9%
- Outros equipamentos de transporte: -8,6%
- Produtos químicos: -4,3%
- Produtos de borracha e de material plástico: -2,8%
- Produtos alimentícios: -1,9%
- Indústrias extrativas: -0,6%
Atividades em alta e categorias econômicas
Das nove atividades com alta na produção, destacam-se impressão e reprodução de gravações (20,2%), celulose, papel e produtos de papel (5,4%) e metalurgia (1,4%).
As quatro grandes categorias econômicas caíram no período. Bens de consumo semi e não duráveis recuaram 4,1%, e bens de consumo duráveis, 3,2%. Bens de capital e bens intermediários tiveram queda de 1,1% cada.
O que esperar da indústria no segundo semestre
A sequência de quedas indica que o ritmo do início do ano perdeu força. Para quem acompanha o setor, a leitura é de cautela: o desempenho dos próximos meses vai depender da recuperação dos segmentos mais afetados, como farmoquímicos e vestuário. A média móvel trimestral negativa reforça a tendência de desaceleração no curto prazo.
Perguntas Frequentes
Por que a produção da indústria caiu em junho?
A queda de 1,8% reflete o recuo em 16 dos 25 ramos pesquisados, com destaque para coque, petróleo e biocombustíveis, além de farmoquímicos e vestuário.
Qual foi a queda acumulada em dois meses?
A perda acumulada de abril a junho foi de 2,7%, após quedas de 0,9% e 1,8%.
A indústria ainda cresce no ano?
Sim. No acumulado de 2026, a produção industrial tem alta de 1,5%. Em 12 meses, o crescimento é de 0,7%.
Quais setores cresceram em junho?
Impressão e reprodução de gravações (20,2%), celulose e papel (5,4%) e metalurgia (1,4%) foram os destaques positivos.